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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Filmes no cinema que vale a pena!

-O discurso do rei
12 indicações para o Oscar 2011
-O turista
Não foi indicado mais vale a pena ver!

Critica: A corrente do bem.

A corrente do bem
Título original: Pay it forward
Por: Marcos Fornari
Baseado no filme A Corrente do Bem e no texto “Benignidade” de Francisco Faus.

O filme conta a história de um menino de 11 anos chamado Trevor que mora em Las Vegas junto de Arlene, sua mãe.Arlene é alcoólatra e em algumas noites trabalha em uma boate, já de dia como garçonete de um cassino.No primeiro dia das aulas de Trevor seu professor de estudos sociais, Eugene Simonet, manda uma lição para todo o ano: bolar uma ideia para mudar o mundo e coloca-la em pratica.Trevor leva a lição bem a sério e sua ideia foi de fazer uma espécie de um jogo, chamado “Pay it Foward” que funciona do seguinte modo: Trevor (no caso) faz um grande favor a 3 pessoas, mas tem que ser bem grande, algo que elas não possam fazer sozinhas e as três pessoas ajudadas fazem o mesmo com mais três e assim vai sempre aumentando o numero de pessoas ajudadas.
Mas Trevor encontra muitos obstáculos ao por seu plano em ação: ele tenta ajudar um mendigo a parar de se drogar e arranjar um lugar para ele morar, tenta ajudar também seu professor Eugene Simonet a apagar as magoas de seu passado, e a um amigo poder parar de apanhar.Trevor enquanto tenta ajudar os outros, percebe que não é tão fácil quanto parece, mas também percebe que seu esforço valeu a pena, pois cada vez mais pessoas são ajudadas.
O filme mostra de uma forma emocionante até qual ponto as pessoas chegam quando estão dispostas a ajudar alguém, mostra também as dificuldades de uma convivência familiar problemática e depois como a família fez para contornar seu problema.Trevor é, com certeza, um exemplo, pois foi até o fim, literalmente, para cumprir sua meta: ajudar as três pessoas, mesmo passando por uma série de dificuldades e problemas.
O filme mostra também que apesar de simples, esta idéia exige muito esforço nosso, pois é preciso coragem e determinação para sairmos do nosso comodismo e passarmos a dar a mão ao outro. É a prática do fazer ao outro o que gostaríamos que nos fizessem e não o contrario, que muitas vezes acontece e é considerado normal.Esse filme mostra exatamente isso, o comodismo com a situação atual na qual pessoas estão sofrendo, por exemplo, com o bullying em escolas!
A decepção é com certeza a morte da bondade, como já dizia o filosofo espanhol Francisco Faus, se a decepção de Trevor persistisse, toda sua benignidade (enxergar o outro com “bons olhos”) iria para o lixo para o lugar mais fundo do poço, Trevor não poderia contar com ela! Trevor se decepcionou, mas essa decepção não durou quase nada, pois Trevor persiste e o mais importante: é benigno, não despreza os outros, tem a capacidade de prestar atenção amorosa e confiante a todos, mesmo aos mais irrecuperáveis.
É, os atores fizeram um bom trabalho, pena não poder dizer o mesmo da diretora Mimi Leder que deixou o filme com aspecto muito televisivo com planos muito lineares e pouca criatividade em seu aspecto formal.Três grandes e conhecidos atores se destacaram em geral: Haley Joel Osment (Trevor), Kevin Spacey (Eugene) e Helen Hunt (Arlene).Haley já fez sucesso pelo filme “O sexto sentido”, filme pelo qual merecia Oscar como melhor ator para Haley; Kevin ganhou um Oscar pelo filme “a beleza americana”; e Helen também ganhou Oscar por “melhor impossível”. Haley soube interpretar muito bem as dificuldades de Trevor, suas reações, e Oscar nele!
Na minha opinião o filme mostra de uma forma bem direta, emocionante, simples mas completa e fácil de ser compreendida a bondade por trás das pessoas, a persistência de completar um objetivo, de completar uma tarefa, de não quebrar a corrente, de mudar o mundo!